Família +Escola ═ Educação Colunista Portal Karine de Bem

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É comum encontrarmos famílias e Escolas que vivem em um constante cabo de guerra em seu cotidiano. Por um lado, temos alguns pais e mães que não compreendem as limitações dos seus filhos e esperam que a Escola resolva todos os problemas educacionais e de aprendizagem que podem surgir na vida da criança ou do adolescente. Por outro lado, temos Escolas que não cumprem os procedimentos necessários para uma boa formação e que procuram mais ficar adequados aos instrumentos de avaliação externa e ao mercado do que às necessidades reais de educação dos alunos e alunas.
Atualmente se discute muito sobre o papel da Escola, sendo ele pedagógico. Mas como se trabalha em um ambiente coletivo e integrado a sociedade, não teria como a Escola ficar sem trabalhar na formação moral e ética dos educandos. Isto faz parte dos objetivos, mesmo sabendo que a principal instituição nesta formação é a família.
A Escola é o ambiente onde o aluno deposita tudo o que aprendeu em prática onde são feitos reajustes devidos. É nela em que o aluno convive com o outro, expõe o que ele está aprendendo, o que ele acredita e valoriza. Desta forma, a Escola deve estar integrada à um olhar diferenciado, dando atenção e apoio direcionado as necessidades de cada criança, adolescente, jovens, do ser humano em si, de maneira em que a aprendizagem aconteça de forma mais assertiva.
Claro que, a primeira formação acadêmica de apreensão de conceitos é na Escola, os pais não tem obrigação de ficarem ensinando conteúdos para os filhos, mas não é somente isso, conteúdo é importante sim, mas a parte social, afetiva, emocional é fundamental para o desenvolvimento integral do educando. A interferência adequada da família é o fator de maior impacto para o progresso de um aluno. Aliás só estando bem assim, que o aluno irá aprender melhor. Apesar de que há muitos ainda acreditando que a Escola deve se encarregar, sozinha, do processo educativo.
A participação das famílias na vida escolar é uma estratégia importante de apoio à aprendizagem. Escola, aluno e família formam o tripé que sustenta o processo de formação. É razão suficiente para que os pais comecem a prestar mais atenção à rotina escolar sabendo que quanto mais educação, maior será o retorno e sucesso.
É um processo amplo, mas comprovatório de que a influência dos pais no desenvolvimento escolar das crianças, adolescentes e jovens deve estar relacionada à contribuição da formação do desenvolvimento educacional dos filhos. Precisam mostrar interesse, valorizar o que o aluno produz, cultivar uma cultura familiar que favoreça a aprendizagem. Fazendo com o que eles aprendem em sala de aula seja vivenciado em casa.
É preciso uma parceria Escola e Família. Trazer a família para a Escola para também formar os pais, orientar, pois uma parcela dos pais está perdida. Ninguém substitui o papel dos pais, a tarefa da educação dos filhos é da família em primeiro lugar e do poder público em segundo lugar. A Escola faz escolarização, por isso, se a família não cumpre com os seus deveres a Escola não dará conta.
A Escola ajuda a família na educação de seus filhos. Mas se vocês pais, tem dificuldades em educar um, dois ou três filhos em casa, imagine um professor em uma sala com 20 à 30 alunos por apenas quatro horas, por exemplo.
Faça a diferença, participe da vida escolar de seu filho, compareça às reuniões escolares, converse com os professores, visite a Escola sempre que puder, ajude-os nas tarefas, seja parceiro da Escola. O seu filho irá lhe agradecer. Há necessidades que jamais serão supridas dentro de um ambiente escolar. Família e Escola devem sim andar de mãos dadas, são pontos de apoio, uma alicerça a outra. São simultâneas e complementares.
Pais afetivos tem a responsabilidade de educar seus filhos. Eles necessitam da segurança, do amor, e da valorização dos seus pais. Cumpra as regras e normas da Escola, junto com seu filho. Dialogue e dê autonomia para que ele cresça para a cidadania. Educação e afeto caminham juntos. “A educação não pode ser delegada somente à escola. O aluno é transitório. O filho é para sempre”. (Içami Tiba).
A excelência, afinal, é produto de muitas variáveis, tais como o talento individual e os estímulos providos pela própria escola. Para tarefa tão complexa, não existe uma fórmula mágica que, aplicada à risca pela família, resultará num aluno exemplar. O que já se sabe, no entanto, é que a participação dos pais é fundamental, se não decisiva, para um bom rendimento escolar.
Família e Escola, juntas, podem fazer a diferença na educação das crianças, adolescentes e jovens. Parceria tão rica e importante entre pais e a escola. Parceria necessária e que tanto beneficia os educandos. Porém para que isso aconteça, precisamos sair da culpa e do julgamento do outro. É necessário que todos os envolvidos percebam que estão no mesmo barco e que através do diálogo, da ajuda mútua, da disponibilidade para a escuta é possível caminharmos com mais facilidade, bem estar e alegria.

Fonte Colunista Portal: Karine de Bem

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