Artista Jaguarunense participa com sua produção na abertura da 1° Bienal Black Brazil Art

Artista Jaguarunense participa com sua produção na abertura da 1° Bienal Black Brazil Art

A artista jaguarunense Karolyne Dos Santos Pacheco participou nesta quinta-feira dia 07 de novembro da abertura da 1º Bienal Black Brazil Art que ocorreu no Palácio Cruz e Souza em Florianópolis. A mesma teve sua produção Linhas Vivas selecionada por meio de um edital para a Bienal e que se encontra exposta na Galeria de Arte do Mercado Público em Florianópolis.

As exposições no Estado de Santa Catarina ficaram localizadas no Palácio Cruz e Souza e na Galeria de Arte do Mercado Público ambos em Florianópolis. Podendo o público visitar no período de 08 de novembro até 01 dezembro no Palácio Cruz e Souza e na Galeria de Arte do Mercado público 08 de novembro até 14 de dezembro.

A 1º Bienal Black Brazil Art tem o intuito de divulgar as produções de mulheres e mulheres negras de todas as regiões do Brasil com exposições aqui na região Sul contemplando os estados do Parana, Santa Catarina, e Rio Grande do Sul. Em que ambos esse estados o eixo de arte muitas vezes não é valorizado principalmente falando dos trabalhos das mulheres artistas. Esta exposição quer evidenciar os trabalhos dessas mulheres que muitas vezes não aprecem em museus, ressaltando em suas produções as várias temáticas envolvendo a mulher e mulher negra na sociedade.

A produção da artista Karolyne foi realizada durante o ano de 2018 a partir de várias inquietações sobre se artesanato pode ser arte ou não. Esta obra de caráter bibliográfico da artista traz as suas inquietações, visto que a mesma já realiza obras feitas com bordado como crochê, mas que ao ser vista por outras pessoas sempre vinha à pergunta se era uma toalha de louça ou uma blusa. Sempre esteve presente o estereótipo de que esta é a função da mulher de fazer um enxoval para o casamento. Esta obra quer quebrar barreiras, ao trazer técnicas de bordado e de crochê em que ao ver a produção até o seu bordado parece fazer parte da sua composição como uma pintura em tela.  Uma obra que compara o tradicional com o contemporâneo, o que é belo ou o que é feio. Pois muitas vezes o bordado e o crochê são vistos como algo extremamente belo.

A parte da mão feita de papel e crochê e que salta da obra possui um pano para o expectador poder pegar e ler a mensagem e refletir para si mesmo “Minhas mãos vejam de outras maneiras, evidenciando aquilo que é escondido como forma de arte. Isto é arte para você?”.

Site da Bienal:  https://bienal-black-brazil-art.webnode.com/

Fonte: Portal Jaguaruna

 

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