ESQUIZOFRENIA ESPIRITUAL: A VIDA NOS DOMÍNIOS DA MORTE

ESQUIZOFRENIA ESPIRITUAL: A VIDA NOS DOMÍNIOS DA MORTE

Há muitos anos, nossas crianças estão sendo estimuladas, por meio de livros, de desenhos animados, de novelas, de filmes e, agora, de séries televisivas, a acreditarem que o Bem e o Mal são apenas os dois lados de uma mesma moeda: a vida humana. Sendo assim, a vida apenas existe se existirem, igualmente, esses dois vetores; norteando as escolhas e as ações humanas. Dessa forma, a criança se desenvolve sem uma correta noção de um conflito entre forças espirituais opostas, que procuram obter o controle da mente humana. Pelo contrário! Ela entende que a mente precisa assimilar os valores (conflitantes entre si) de ambos os lados (Bem e Mal), se deseja alcançar o equilíbrio necessário, diante das exigências da existência. Se isso é algo difícil de ser devidamente processado, imagine, leitor(a), o quão extenuante deve ser, para a mente humana, viver isso na prática! Pense em como deve ser doloroso, dentro de uma realidade claramente dual (no que se refere ao Bem e ao Mal), a mente ter que assimilar um comportamento que nega essa dualidade? No entanto, cada vez mais, um número maior de crianças está se comportando exatamente de maneira a negar a distinção transcendente entre Bem e Mal! E arrostando as consequências trágicas de tais atitudes! Quem não se lembra da pequena Yasmin Gabrielle, do programa do Raul Gil, no SBT? Uma menina vivaz, comunicativa, capaz de agir como uma excelente assistente de palco? Pois bem, essa mesma menina, aparentemente, tão cheia de vida, acabou tirando a própria vida, aos 17 anos, quando estava entrando no período mais radiante da existência! O que levou sua vida a tão trágico desfecho? Muitos pensam que foi a depressão. No entanto, a depressão foi apenas o estágio último de um outro mal, certamente, ainda mais grave e traiçoeiro! Seu nome? Esquizofrenia espiritual! O que seria isso? A incapacidade mental de julgar e decidir entre os valores impostos pela realidade da existência do Bem e do mal! Simples assim! Me acompanhe, leitor(a), em meu raciocínio, e tire suas conclusões. Yasmin, cedo, se viu diante de um mundo que fugia totalmente aos padrões indicados para a sua idade. Tendo que agir segundo as exigências morais, sociais e, também, espirituais, desse mundo! E, como tenho dito, esse mundo não mais respeita a dicotomia entre o Bem e o Mal! Tudo é relativo, e deve ser experimentado segundo o que a “nova” realidade espiritualista impõe! É por isso que, em um momento, Yasmin era vista falando de Deus e orando, no palco; em outro, ela estava dançando “funk”, em coreografias próprias de mulheres adultas! Agora, como a mente vai reagindo, a tal comportamento? Como vai se desenvolvendo a mente de uma criança, submetida, de forma cruel, a este tipo de comportamento? Sendo que, ao mesmo tempo, sua transcendência lhe impõe que escolha entre uma ou outra coisa? Como irá chegar à adolescência uma criança que jamais ouviu sobre a realidade de Deus e de Satanás? Que não aprendeu, aos pés dos pais, que veio, a este mundo, sentenciada para a vida ou para a morte eternas? Ou que, por meio de livros, filmes e séries, aprendeu que o caminho, para Deus, passa pelo de Satanás? Que o Mal é necessário, em alguns momentos? Uma mentirinha de vez em quando, para atingir um objetivo! Um copo de bebida, em uma festinha com outros “famosos”! Um pequeno vídeo de dança de “funk”, para agradar outras crianças e, mesmo, adultos concupiscentes! Não estou querendo dizer que Yasmin tenha feito tudo isso; embora tenha feito, como seus vídeos mostram, coisas que estavam em aparente contradição espiritual! Mas muitas crianças, no bizarro e indiferente mundo da fama, agem exatamente das maneiras descritas acima. A vivacidade do início vai, então, dando lugar à melancolia, à dúvida! A mente vai imergindo na escuridão da procrastinação espiritual, entre a fé e a descrença. Incapacitada para entender e distinguir entre as exigências do Bem e do Mal, sob a pressão de uma sociedade hipócrita, que cobra segundo suas conveniências (ora fazendo, do Bem, Mal; ora, do Mal, Bem), a mente vai chegando aos estágios finais da esquizofrenia espiritual. É a vida entrando nos domínios da morte! Tudo parece sem sentido, vazio, aterrador! As perdas pessoais se tornam pesos tremendos, para ombros finitos! Continuar vivendo parece ser apenas um meio para estender, ainda mais, uma situação já insuportável! Aliás, nos domínios espirituais, vida e morte, segundo a nova visão relativista, são, assim como o Bem e o Mal, apenas duas maneiras diferentes de experimentar a mesma realidade: a da existência eterna! Ninguém morre! Apenas muda de condição existencial! Grande mentira de Satanás, desde o Éden! E milhões acreditam nela! Então, por que continuar impondo, à mente, algo que pode ser interrompido com um gesto? Deve ter sido algo assim, que Yasmin Gabrielle pensou, antes de nos entristecer com a sua partida tão precoce! No entanto, ela não foi a primeira! E também não será a última! A esquizofrenia espiritual, infelizmente, é uma doença presente, e vai aumentar, à medida que novos valores espiritualistas forem sendo impostos à humanidade. A maioria dos casos de depressão está ligada à esquizofrenia espiritual, a incapacidade de julgar e decidir entre o que é certo é o que é errado. Principalmente, quando o desfecho da depressão é o suicídio. Como sabemos, vida e morte estão nos domínios espirituais, onde imperam o Bem e o Mal. Então, quando um depressivo tira a sua vida, podemos estar certos que ele sofria, ainda, de esquizofrenia espiritual. O que torna, esse mal do espírito, um grande inimigo a ser enfrentado! E a maneira mais eficaz de combatê-la é cortando o mal pela raiz. Ou seja, permitindo que as crianças se desenvolvam segundo os processos normais do desenvolvimento humano. Uma semente, para ser flor, primeiro, tem que ser botão! Crianças estão sendo colocadas, precocemente, em um mundo adulto cada vez mais degenerado! Sem nenhuma orientação, acerca dos perigos que o mesmo apresenta! Muitas vezes, por causa da ambição dos pais! Essa situação precisa ser devidamente considerada! Ainda, é necessário que a criança aprenda, desde cedo, sobre a existência do Bem e do Mal. Precisa aprender que ela foi criada para pertencer e adorar a um Deus transcendente; soberano, mas bondoso. Mas deve entender, também, que um ser criado ousou contrariar a vontade divina, é responsável por toda a maldade existente, no mundo, e luta para obter e destruir a alma humana. E, finalmente, a criança (hoje, mais do que nunca) deve ser ensinada a refletir sobre o significado da vida e da morte. Deve aprender, desde pequena, que existem bons e maus momentos; que existe dor e prazer, alegria e tristeza. E que tudo isso corresponde, apenas, a partes de um processo maior de aprendizado; de crescimento físico, moral, intelectual, social e, especialmente, espiritual. Deve compreender que a sua felicidade e a sua existência dependem de como ela encara e supera as adversidades da vida; sabendo que existem valores superiores e propósitos eternos, os quais devem ser cridos e obedecidos, se ela deseja alcançar a verdadeira realização pessoal, insuperável e eterna. Diz a Palavra de Deus: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Prov. 22:6). Sim, queridos pais! Não permitam que suas crianças cheguem, à adolescência, andando por caminhos que, embora pareçam direitos, afinal, dão “em caminhos de morte” (Prov. 14:12)! Armadilhas fatais têm sido colocadas, ao longo do caminho trilhado pelas crianças, visando prendê-las e, então, acarretar a sua destruição presente e eterna! Apenas em Deus, somos capazes de manter, seguros, livres dos enganos de um mundo cruel, uma criança ou adolescente! Somente a ministração dos princípios salutares da Palavra de Deus, em sua pureza e inteireza, pode impedir que a mente infanto-juvenil se envolva com os dilemas da esquizofrenia espiritual. Portanto, que todos, pais, professores, sociedade, enfim, estejam dispostos a salvarem aquilo que garantirá a sua própria existência futura: as mentes de milhões de crianças e adolescentes; infelizmente, ameaçadas pela presença de diversos e fatais conceitos espiritualistas. Pense nisso!

Colunista Portal: Ronival Gonçalves

One Comment

  1. Precisamos preservar nossas crianças. Que Deus esteja conosco nessa caminhada.

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