A “SARÇA ARDENTE” E A VIDA ADULTA – PARTE 1

A “SARÇA ARDENTE” E A VIDA ADULTA – PARTE 1

Escrevi um livro (ainda não publicado) onde trato da experiência de Moisés no Monte Sinai, quando ele viu uma sarça ardendo, sem, porém, se consumir. O objetivo desse livro é mostrar como, apesar das dificuldades que a vida apresenta, é possível chegar à vida adulta usufruindo plena maturidade e equilíbrio mentais e espirituais. Eu faço, isso, depois de considerar diversos aspectos da existência, extraindo quatro grandes lições do episódio da sarça ardente. Gostaria de, a partir de hoje, e nas próximas três publicações na coluna, se Deus quiser, colocar essas considerações diante do(a) leitor(a), para que, de forma geral, entenda como ter uma vida com qualidade. Essas quatro lições seriam: 1) A sarça ardendo no fogo; 2) A sarça ardendo sem se consumir; 3) O Anjo permanecendo junto à sarça; 4) A sarça resplandecendo, ao arder. Espero que, como eu, o(a) leitor(a) consiga entender as grandes verdades por trás dessas lições e possa avançar com mais segurança e esperança, em sua jornada de crescimento pessoal.

LIÇÃO 1: A SARÇA ARDIA NO FOGO

A primeira coisa que o adulto precisa aprender é a ter consciência da realidade. Como se diz, nos dias atuais, “ter os pés no chão”. Precisa considerar que vive em um mundo que apresenta obstáculos cada vez mais difíceis de serem superados. Um deles é a competitividade, a luta para ocupar os melhores lugares, os melhores cargos, os melhores empregos, enfim. O aumento da violência também é algo preocupante, assustador. A qualquer momento, em qualquer lugar, sonhos são assassinados, esperanças são perdidas, graças a uma bala “perdida”, um assalto a banco, um sequestro-relâmpago, etc. Doenças terríveis também fazem a sua parte, tornando o mundo uma espécie de “UTI” e colocando milhões de pessoas, precocemente, face a face com a morte. Não se pode esquecer, ainda, as tragédias naturais. Enchentes, incêndios, terremotos, “tsunamis”, tornados, maremotos. É impossível saber quem vai estar vivo nas próximas horas, onde será a próxima catástrofe natural ou quem se descobrirá portador de um câncer em estado terminal. Enquanto digito estas linhas, no computador, fico sabendo de um terremoto na Indonésia; de uma tragédia em uma boate, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul (Brasil), que matou 240 jovens universitários; da queda de um meteoro na Rússia, que feriu mais de mil pessoas, entre outras inúmeras fatalidades. Em tal mundo, não há como escapar à possibilidade de sofrer!

Quando Moisés se dirigiu ao Egito e, daí, à Terra Prometida, sabia o que o aguardava. Tinha consciência do que enfrentaria. Tinha visto o fogo fazendo a sarça arder. Deus o alertara sobre os perigos daquela empreitada. Da mesma forma, o adulto que se aventura a realizar algo na sociedade, que se propõe formar uma família, que decide pôr um fim em um relacionamento conjugal, deve-se conscientizar que, ao fazê-lo, enfrentará desafios e ressentimentos, dores e desapontamentos, às vezes, insuportáveis. Relacionar-se, envolve riscos; sonhar, envolve riscos; acreditar em algo, envolve riscos; viver, por si só, envolve riscos. Os riscos estão em todas as partes! E, com eles, a possibilidade de sofrer, de “arder”. Mas são justamente os riscos que fazem da vida uma aventura. “Amar é correr riscos”, disse alguém. O próprio Jesus, ao vir a este mundo, por amor, correu sérios riscos. Risco de não ser aceito, de não ser amado, de não ser compreendido, de ser maltratado. Mas também correu o risco de ser aceito, de ser amado, de ser compreendido, de ser bem tratado. Ele pesou os prós e os contras. E viu que valia à pena, sim, correr os riscos! Também o adulto, consciente, não descartará os riscos e os perigos que essa fase da sua vida oferece. Não sairá, por aí, “metendo os pés pelas mãos”, de forma irrefletida, descuidada, irresponsável. Mas, com equilíbrio e prudência, olhará para o futuro. Considerará toda possibilidade de fracasso, de insucesso. Mas também toda probabilidade de vitória, de êxito. E, ciente de que vale à pena correr riscos, parte para a grande aventura da vida!

Sim! A sarça ardia no fogo! E, muitas vezes, também seremos chamados a arder! Também teremos nossos momentos de angústia. “No mundo tereis aflições”, disse Jesus. Jo 16:33. Sim. Arderemos! Sofreremos! Mas, mesmo assim, ainda valerá à pena viver. Se entendermos os propósitos de Deus, para a nossa vida, o sofrimento terá significado. Arder terá um grande papel em nossa vida. E, como veremos, nas próximas publicações, há um grande propósito no sofrimento. Até lá.

Colunista Portal: Ronival Gonçalves

One Comment

  1. muito bom meu amigo, que Deus continue abençoando!

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