Colunista Ronival Gonçalves: É Preciso, Mesmo, Envelhecermos?

Colunista Ronival Gonçalves: É Preciso, Mesmo, Envelhecermos?

Recentemente, alguém enviou um vídeo para o grupo da minha família, no WhatsApp. O vídeo mostrava, por meio de uma ilustração, o modo como as pessoas nos veem, com base nas experiências de vida das mesmas, embora apenas nós mesmos conheçamos quem somos, de fato. Achei tão interessante, que decidi arquivar o vídeo no notebook. Apenas que, quando fui fazer a transferência, descobri que, de alguma forma, havia deletado a mídia do meu celular. Então, fui ver se encontrava o vídeo no Youtube. Ao achá-lo, descobri que era parte de uma palestra maior, proferida em um encontro de vendedores de livros religiosos e de saúde. Interessado, assisti à palestra. À certa altura, a palestrante começou a explicar sobre o envelhecimento. Ela fez referência ao fato de que o responsável por envelhecermos é um gene chamado Cloto. Cloto seria uma das três deusas gregas chamadas Moiras, responsáveis pela duração da vida. Quando esse gene é ativado, tem início o processo de envelhecimento. Após ouvir essa explicação da palestrante (uma neurocientista), comecei a tecer algumas considerações, baseadas nas conclusões a que cheguei, durante meu estudo a respeito de o câncer não ser uma doença genética.

Em primeiro lugar, se o envelhecimento é determinado por uma lei genética, então, essa lei deve ter sido estabelecida durante a Criação. Deus não estabeleceu mais nenhuma lei, mesmo após o pecado. No entanto, a questão é: Como poderia Deus ter criado uma lei que determinava o envelhecimento do homem, se o homem foi criado para ser eterno, para não envelhecer? Por outro lado, se o homem deveria ter vida eterna, deveria ter, igualmente, alguma lei genômica para garantir que o corpo físico pudesse ser adaptado a essa eternidade. Sendo assim, o Criador teria estabelecido duas leis distintas? Uma determinando o envelhecimento e outra, a eternidade? Dessa forma, o homem estaria condenado a envelhecer, sem nunca morrer? Ou será que a existência das leis estava condicionada à obediência ou à desobediência do homem? Ou seja, se obedecesse, a lei do envelhecimento seria anulada, ficando apenas a da eternidade? E se desobedecesse, seria anulada a da eternidade, restando somente a do envelhecimento? Seria isso? Não! Por quê? Porque Deus não anula as Suas leis!1 A Palavra de Deus é clara, quanto a isso! Então, a partir do momento que existe uma lei, ela precisa ser cumprida pelos elementos sob sua jurisdição. Se houvesse sido posta, na Criação, uma lei no Genoma humano, determinando o envelhecimento do homem, essa lei seria irrevogável, e ele envelheceria de qualquer forma!

Em segundo lugar, além de não ter sido criada nenhuma lei natural, após o pecado, o pecado não afetou nenhuma das leis naturais. Elas continuam, determinando, entre outras coisas, os movimentos dos planetas e o ciclo da vida. E se o pecado não alterou as leis que regem o macrocosmo (gravitação, movimento, etc.), por que alteraria as leis que regem o microcosmo, em sua maioria, codificadas nos genomas das espécies? Por razões óbvias, que apresento em meu estudo sobre o câncer, o pecado não afetou o Genoma humano. Sendo assim, é impossível aceitar que o envelhecimento seja determinado por qualquer lei genética, anterior ou posterior ao pecado. Então, o que determina o envelhecimento humano? Notemos, primeiramente, que o ser humano envelhece de duas formas: 1) cronologicamente e 2) biologicamente. O envelhecimento cronológico foi determinado por Deus.  “Então, disse o Senhor: O Meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal, E OS SEUS DIAS SERÃO CENTO E VINTE ANOS” (Gn 6:3). Mas o envelhecimento biológico é determinado pelas ações pecaminosas e pelo estilo de vida insalubre do homem! Portanto, a vitalidade do homem, segundo estabelecida por Deus, lhe permite chegar aos 120 anos. Porém, se ele vai chegar (ou como vai chegar) a essa idade, é determinado pelo seu estilo de vida e pela sua relação de proximidade ou distância das práticas pecaminosas!

Temos um exemplo, na Bíblia, que prova o que estou dizendo. Trata-se de Moisés. Diz o texto bíblico, acerca das circunstâncias da morte do grande líder e libertador de Israel: “Tinha Moisés a IDADE DE CENTO E VINTE ANOS quando morreu; NÃO SE LHE ESCURECERAM OS OLHOS, NEM SE LHE ABATEU O VIGOR” (Dt 34:7). Teria Moisés chegado, com tal aptidão física, aos 120 anos de idade, houvesse uma lei, no Genoma, determinando o seu envelhecimento? O que funcionava para todos, não funcionava para ele? E sendo que, hoje, as pessoas estão chegando precariamente aos 80, essa lei foi, novamente, alterada? Deus tem, continuamente, criado e anulado leis, conforme as exigências do estilo de vida pecaminoso dos homens? Fazendo o que Sua Palavra diz que Ele não faz? Ou seja, modificar ou anular Suas leis? Ou será que Deus estabeleceu um tempo cronológico para os seres humanos, mas seu estilo de vida tem impedido os mesmos de o alcançarem? O fato é que, hoje, quando fazemos um teste para avaliarmos nossa idade biológica, descobrimos que a mesma, geralmente, difere, para mais ou para menos, da nossa idade cronológica. O que isso deixa claro? Que nosso envelhecimento não é determinado por nenhuma lei genômica! Pois seria justamente essa lei que determinaria nossas condições biológicas dentro de um certo tempo de existência. E nenhuma disposição genética poderia variar tanto, de ser humano para ser humano, a ponto de termos um homem na condição de Moisés, aos 120 anos, enquanto outros estão totalmente depauperados fisicamente, muito antes disso! Isso prova que o envelhecimento está relacionado com a vitalidade que recebemos, ao nascer, e com a maneira como essa vitalidade pode ser diminuída pelas nossas condescendências pecaminosas e pelos maus hábitos que debilitam nossa saúde.

Faz alguma diferença, leitor(a), acreditarmos que o envelhecimento é determinado pela genética humana, por um lado; ou, por outro, que ele é fruto de uma imposição cronológica divina, podendo ser afetado pelas nossas escolhas pessoais? Certamente! Se pensarmos que ele é imposto por um capricho genético, chegaremos à conclusão que não vale à pena nenhum esforço individual em prol da nossa saúde, da nossa qualidade de vida, já que envelheceremos e adoeceremos de qualquer jeito! Acabaremos sendo presa fácil dos hábitos e prazeres da carne, que levam à rápida degeneração física e, afinal, à morte. E, então, teremos que dar contas a Deus por termos destruído o que Ele chama de Seu santuário. E a condenação será o resultado. Mas, por outro lado, podemos entender que não há nada, no Genoma humano, determinando nosso envelhecer; que isso é uma imposição cronológica divina, devido ao pecado; podendo, ainda, ser manipulado segundo nossas escolhas e decisões pessoais. Então, entenderemos, também, que temos uma responsabilidade pessoal, diante de Deus. A responsabilidade de manter nossas faculdades físicas e mentais nas melhores condições possíveis, a fim de que sejam utilizadas para a Glória de Deus e para o serviço na Sua Causa.

Respondendo à pergunta do artigo, leitor(a), sim, é preciso envelhecermos. Mas apenas cronologicamente! Trata-se de uma imposição divina! Afinal, temos que morrer, um dia! A menos que Jesus nos escolha para vê-LO, em Seu retorno, sem que tenhamos que passar pela morte! Mas não precisamos envelhecer biologicamente! Podemos envelhecer… sem ficarmos velhos! Sem ficarmos debilitados fisicamente! Tal como aconteceu com Moisés! Como? Mudando nossos hábitos, abandonando nossas práticas pecaminosas! Buscando uma dieta alimentar que esteja de acordo com a vontade divina! Envelhecimento biológico e doenças não são imposições genéticas, mas resultado de transgressão às leis do Senhor. Resultados de um estilo de vida egoísta, condescendente. E Deus clama para que andemos em outra direção. Se fizermos isso, poderemos atingir o ideal de longevidade que o Senhor planejou para nós. Livres do cansaço, da cegueira, do reumatismo, das doenças cardiovasculares e do câncer. Teremos vida e vida em abundância. Jo 10:8. Por que não contarmos nossos anos de modo que eles se traduzam por um longo tempo de paz e prosperidade espiritual, aqui, e de constante alegria, na Eternidade? Pense nisso!

Ronival Gonçalves

FONTE:

1 Ellen G. White, Educação, pág. 148.

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