Colunista Ronival Gonçalves: Genética x Vitalidade: O Que Determina a Vida e Suas Revoluções?

Colunista Ronival Gonçalves: Genética x Vitalidade: O Que Determina a Vida e Suas Revoluções?

“Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; E TAMBÉM A ÁRVORE DA VIDA NO MEIO DO JARDIM” (Gn 2:9).

Por treze séculos, a Palavra de Deus foi, ferrenha e ousadamente, perseguida pelo principal inimigo do Senhor, “o homem da iniquidade, o filho da perdição”, descrito por Paulo. 2Ts 2:3. Dessa forma, como ocorreu com o Sábado, durante o tempo em que Israel esteve escravo no Egito, as grandes verdades da Bíblia ficaram praticamente esquecidas ou foram impedidas de serem praticadas por aqueles que decidiam permanecer fiéis ao Senhor. Por meio de Daniel, porém, foi predito um tempo em que elas haveriam de serem trazidas, mais uma vez, à lembrança dos homens. Dn 12:4. A última geração de santos, os quais testemunharão do maravilhoso caráter de Jesus, será responsável por apresentar a Verdade em toda a sua clareza e plenitude, o que significa que, antes que venha o fim, todas as grandes verdades da Palavra do Senhor terão sido trazidas à compreensão da Igreja e, assim, também da Humanidade.

Isso também diz respeito às verdades relacionadas à doutrina da existência do homem. Antes que este possa ser julgado, sobre a maneira como se relacionou com a vida e suas exigências, ele precisa ser esclarecido acerca dos verdadeiros princípios que regem e mantêm a mesma. Ou o Senhor não poderia cobrar uma perfeita obediência a esses princípios; principalmente, dos que estiverem vivendo no período final da história humana. O objetivo deste artigo, com toda a humildade e simplicidade, será tratar de alguns aspectos básicos acerca da doutrina da vida, bem como suas implicações para o momento de crise que o mundo está enfrentando. Não serão extensas considerações (até porque o espaço não permite), mas apenas o necessário para que se entenda esse importante assunto, da forma como a Bíblia, em sua simplicidade, o apresenta. Caberá a cada um tomar a decisão final, com base nos pressupostos apresentados pelos dois lados envolvidos na questão: a ciência humana e a verdadeira Ciência divina.

Por muitos anos, após o desenvolvimento da Ciência e da Medicina modernas, o ser humano tem acreditado que a Genética é a responsável pela existência da vida e suas revoluções. Ou seja, tudo o que diz respeito à existência dos seres vivos estaria restrito ao DNA (sequências combinadas de três nucleótidos, as quais formam os vinte aminoácidos necessários para a produção das proteínas, que formarão a estrutura orgânica do ser vivo). De verdade, os cientistas têm buscado, no Genoma humano, até mesmo as causas para o pecado e seus resultados! Por que isso? Porque a ciência humana, obviamente, se baseia na origem evolucionista da vida! Os cientistas, em sua maioria, descartam a existência de Deus e de Sua atuação no Universo, no mundo e, claro, na Natureza! Atribuem a origem do Universo e da vida a forças que agiriam de forma fortuita e sem qualquer planejamento. Sendo assim, a única explicação que podem dar, para a existência e manutenção da vida, se encontra no próprio código genético dos seres vivos.

No entanto, a própria Genética contradiz essa suposição científica; ou seja, que a vida e seus processos se devem às determinações do Genoma. Tudo, na Natureza, está preso a um processo, de degeneração e, afinal, de morte, irredutível. Isso é conhecido como lei da entropia. Pelos paradigmas evolucionistas, as leis genéticas deveriam observar esse princípio entrópico. Dessa forma, o organismo humano, por exemplo, estaria condenado a esse processo de degeneração e morte. Porém, o que ocorre é que, quando acontece qualquer problema com algum órgão do corpo humano, toda a maravilhosa maquinaria viva é posta em ação, para DESFAZER O DANO CAUSADO! Contrariando o princípio da entropia! Isso mostra que o Genoma não apenas não segue qualquer lei entrópica da Natureza, mas que ele segue leis que foram planejadas e estabelecidas para cumprirem um propósito que está acima das próprias evoluções destrutivas da mesma! E isso, claro, nos leva a considerar o aspecto principal deste artigo.

“No princípio, criou Deus os céus e a Terra” (Gn 1:1). A Bíblia é clara: Tudo o que vemos veio das mãos de Deus, em um dado momento, no tempo. Por meio de Jesus, “todas as coisas foram feitas” (Jo 1:3). O próprio código genético humano saiu da mente poderosa e brilhante do Senhor. E isso, com certeza, cria algumas dificuldades, para a ciência humana e suas crenças. Deus não apenas criou as coisas e os seres vivos, mas estabeleceu, na Criação, as leis da Natureza e da vida. E essas leis têm que estar de acordo com a natureza, amorosa e destituída do Mal, do Criador. Dessa forma, Deus não poderia ter estabelecido, no Genoma humano, por exemplo, leis determinando eventos como as doenças, o envelhecimento e a morte! Como Deus também não anula Suas leis, fossem tais leis estabelecidas por Ele, ainda antes do pecado, essas coisas jamais poderiam ser desfeitas! E, pelas mesmas razões, também não poderiam ter sido estabelecidas APÓS o pecado! Essas coisas têm que ser extragenômicas! E, certamente, são!

Dentro do pressuposto bíblico de que Deus é o Criador, podemos responder à questão do artigo. O que determina a vida e suas revoluções? A Genética? Ou a vitalidade? A resposta está na forma como o homem foi criado. Lemos, em Gn 2:7: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; E O HOMEM FOI FEITO ALMA VIVENTE”. Note a ordem, leitor(a): Primeiramente, o corpo (com o código genético implícito); depois, a vida, através do sopro. Portanto, não foi o Genoma que determinou a vida de Adão, mas o hálito poderoso que recebeu do Criador! Ou seja, a vida tem origem divina, não genômica! O código genético não possibilita a vida; mas, pela própria ação da vida, a genética possibilita o corpo onde a vida se mantém. De fato, o papel da genética é determinar as características físicas da estrutura humana, como a cor dos olhos, dos cabelos, etc. Porém, a vida é uma manifestação à parte da mesma!

Entende-se, então, leitor(a), que a vida e suas revoluções são determinadas pela vitalidade, o fôlego de vida que Deus pôs no homem, durante a Criação. E essa verdade é apresentada já nas primeiras páginas sagradas. Havia, dentro do Éden, alguma coisa que seria responsável por perpetuar a vitalidade dada ao homem, qual seja a Árvore da Vida. Gn 2:9. O que deixa claro que não seria a genética humana, mas o poder vital, restabelecido pelo constante alimentar-se do fruto da vida, que manteria o homem vivo e ativo. É claro que esse fruto não teria nenhum poder milagroso, por si mesmo; seu poder restaurador seria resultado de uma operação constante do Poder de Deus – o verdadeiro Originador e Preservador da Vida. No comer da Árvore da Vida, o homem seria dotado de vigor e saúde eternos. Mas, com o pecado, esse propósito foi quebrado. Assim, chega o dia que essa vitalidade acaba, e o homem morre.

Por toda a Bíblia, encontra-se a verdade de que o homem é mantido pela atuação constante de Deus, através da vitalidade que lhe foi outorgada, no princípio. Diz o salmista Davi: “Pois em Ti está o MANANCIAL DA VIDA; na Tua luz, vemos a luz” (Sl 36:9). Davi entendia que era pela operação diária de Deus, que a vida e suas manifestações aconteciam. Paulo, discursando em Atenas, também apresenta o mesmo conceito, quando diz: “Pois NELE [Deus] VIVEMOS, E NOS MOVEMOS, E EXISTIMOS” (At 17:28). Nada mais contundente, não é mesmo, leitor(a)? A vida e suas diversas revoluções são determinadas por um Poder transcendente ao Genoma humano. Que age através da vitalidade concedida ao ser humano, na Criação. Uma escritora americana, considerada inspirada por Deus, escreveu:

“Não é porque o mecanismo, que uma vez fora posto em movimento, continue a agir por sua própria energia inerente que o pulso bate, que respiração se segue à respiração; MAS CADA RESPIRAÇÃO, CADA PULSAR DO CORAÇÃO É UMA PROVA DAQUELE CUIDADO QUE TUDO PENETRA, por parte dAquele em Quem ‘vivemos, e nos movemos, e existimos’. Atos 17:28. […] É PELO SEU PODER QUE A VEGETAÇÃO FLORESCE, QUE AS FOLHAS APARECEM E AS FLORES DESABROCHAM.”1

Sim, leitor(a)! A vida nada tem a ver com a Genética! Como escrevi, acima, a Genética, pela própria ação da vitalidade humana, apenas propicia o corpo que será, por algum tempo, o santuário da vida. O plano de Deus é que, afinal, essa vida, como parte do Seu propósito original, se estenda pela própria Eternidade. Para isso, o ser humano precisa cooperar com o Senhor. É aqui que as considerações feitas adquirem uma tremenda importância. Pois, dependendo da nossa cosmovisão acerca da existência humana, podemos prejudicar o grande objetivo de Deus, para a nossa vida. Não podemos, como foi visto, continuar aceitando todos os conceitos da ciência humana, com relação à vida. Pode-se dizer que tais conceitos estão totalmente na contramão da Verdade de Deus. De fato! São um verdadeiro desafio à Majestade dos Céus! Desafio que, à medida que o fim se aproxima, vai se tornar ainda mais ousado; até que os homens entendam que não é possível se submeter às especulações científicas e, ainda assim, permanecer incólumes aos tremendos acontecimentos futuros!

Se aceitarmos os conceitos genéticos da ciência humana, teremos que nos submeter, igualmente, aos feitos tecnológicos, medicinais, enfim, da mesma. E já podemos ver, durante essa falsa epidemia que assola o mundo, que tipo de coisas estão sendo “criadas”, tanto com a finalidade de exterminar, quanto com a suposta intenção de restaurar a vida! São tecnologias e medicamentos que atentam contra os princípios divinos! Por outro lado, se aceitarmos as verdades da Palavra do Senhor, necessitaremos pôr-nos em harmonia com as mesmas. O Senhor estabeleceu leis que precisam ser obedecidas, por todos quantos desejem obter “vida [vitalidade] em abundância” (Jo 10:10). Mas, se assim fizermos, certamente, pela operação contínua de um Poder que está muito acima das consecuções de um mundo pecaminoso, poderemos usufruir constante renovação da nossa vitalidade. E, como Moisés, alcançarmos vida longa, livre dos tantos embaraços que tiram o brilho da existência. Dt 34:7. E, ainda, sermos agraciados com o mais precioso prêmio a ser concedido ao mortal pecador: a vida eterna. Pense nisso!

FONTE:

1 Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 41-42 (décima edição em Português, 1990).

Ronival Gonçalves é pesquisador e escritor. Autor do livro “Câncer: A Verdade Que Cura”.

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