Matérias
19/04/2011
Meros segredos já relatados
Estranho seria pensar que conseguiríamos chegar ao fim sozinhos e sem chorar.
Tudo que morre, fica vivo na lembrança.
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça.
Costumamos atirar nosso passado num abismo, porém não nos inclinamos para ver se ele realmente esta morto.
A cada dia que se passa parece que o fardo da vida nos pesar cada vez mais.
A consciência mental se transpõe sobre seus sentidos.
O inconsciente se torna real a cada dia de vida de seu mundo interior.
A mentira por tantas vezes já contada e vivida começa a se tornar real.
Acreditamos nos atos divinos por acharmos que somos apenas servos.
Busque o verdadeiro sentido da essência, e descobriras que ainda não redimisse teus pecados.
A velha chama da vida se apaga, enquanto o fogo de viver aflora a cada momento vivido e compensado financeiramente.
Já não mas caminhas pelo simples fato de caminhar.
A cada passo um novo objetivo, a cada trajeto uma nova decepção.
Teu caminho muda a cada dia, cada minuto a cada segundo, criando tantas esquinas que se assusta ao se rever novamente em uma outra esquina.
Por que defender teses que não segues ao real.
Acusas sem saber e mentes sem querer.
Perdoa sem poder, e ainda assim cria uma viscosidade de pessoas que a rodeiam.
Conselhos não seriam necessários se pessoas não precisassem.
Os cárceres das almas ainda lhe fazem coibir o que de verdade você procura.
A arte do saber esta no ato milenar das escritas.
Aprenderas a dar valor lendo, Cruz e Souza.
Aprenderas a amar e se redimir lendo, Shakespeare.
Saberás definir detalhes lendo, Dostoievski.
E descobriras que tudo já estava dentro de ti.
Je pense donc je suis
Autor: Rodrigo Ramos
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